sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Os super-atletas

Há dias, um responsável de uma equipa do WRC comentava que a saída de Sebastien Loeb era "fantástica" para o campeonato. Quando li as suas declarações, pus-me a matutar sobre outros fenómenos semelhantes no desporto. Aconteceu na Fórmula 1 com Schumacher, no motociclismo com Rossi, no ténis com Federer, no atletismo com Bolt e a Phelps na natação.
Para uns, durante os tempos áureos destes atletas assolou-se sobre as respectivas modalidades uma enorme lassidão. Para quê seguir um desporto onde ganhava quase sempre o mesmo? Onde a palavra competição não era aplicada na prática?
Não alinho por esta tese. Dizer-se que Schumacher, Rossi, Federer ou Loeb não são (ou não foram) bons para a competição, é afirmar-se que os super-atletas não deviam ter lugar no desporto.
Se eles secavam tudo à sua volta - e tendo por garantido que não se tratavam de embustes como Armstrong - era porque trabalhavam para isso.
No entanto, o caso do eneacampeão mundial de ralis (sim, fui investigar e é assim que se diz) é relativamente diferente porque terá beneficiado da passividade que grassou entre outros pilotos e equipas, que se resignaram à supremacia não de dois, três ou quatro anos, mas de quase uma década de Loeb. Pior do que isso, saudaram a sua retirada, o que constitui um claro reconhecido da falta de empenho ou, se preferirem, de incompetência.

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