Nesta linha, também em tempos cada estação ferroviária dispunha de funcionários que procediam à venda de bilhetes. Ninguém entrava num intercidades ou regional sem antes adquirir bilhete. Tentar passar despercebido ao revisor era demasiado arriscado.
Há uns anos a CP - operadora do Estado - suprimiu os vendedores de bilhetes em algumas estações que não as de origem e de chegada. Quer isto dizer que em cada viagem podem entrar numa composição dezenas de pessoas não portadoras de lugar.
Há uns anos a CP - operadora do Estado - suprimiu os vendedores de bilhetes em algumas estações que não as de origem e de chegada. Quer isto dizer que em cada viagem podem entrar numa composição dezenas de pessoas não portadoras de lugar.
Quem anda neste meio de transporte, com maior ou menor regularidade, sabe disso e são muitos os que tentam capitalizar o facto de lá entrarem (note-se, legalmente) sem pagar. E eu não sou excepção. Confesso que também eu tenho contribuído para o défice monstruoso das contas da CP. E com muito agrado!
No meio primeiro ano de Universidade, em Lisboa, apurei a minha arte nesta matéria. Aproveitava-me da falibilidade da memória visual de alguns revisores. Num ano, devo ter poupado perto de uma centena de euros, o que, tendo em conta que as viagens com cartão jovem entre Grândola e a capital custavam 8,5 euros, perfaz mais de dez viagens à pala.
Nos últimos anos tenho andado menos de comboio. No entanto, com o preço pornográfico da gasolina, voltei a recorrer a este meio de transporte para deslocações maiores. Porque é mais barato e porque podemos beneficiar de descontos entre os 20 (cartão jovem ou de estudante) e os 100 por cento, no caso passarmos despercebidos.
Nas duas últimas viagens que fiz até Faro e Lisboa, ambas desde Grândola, consegui safar-me. Não quero com isto dizer que sou portador de um truque infalível para escapar à dolorosa cobrança do revisor, no entanto acredito que é possível não se depender da mera sorte.
Deixo algumas sugestões, inclusive as mais paranóicas:
- Casa de banho? Não! Fechares-te na casa de banho não me parece boa ideia. É uma táctica antiga, gasta e que, julgo, já não trás grandes resultados;
- Tenta escolher uma carruagem que não esteja perto do bar. Por norma, é onde o revisor se encontra quando o comboio pára numa estação. Se não te cruzares com ele à entrada, as probabilidades de poupares uns bons euros sobem consideravelmente;
- Opta por um lugar que fique de costas para o bar, de onde o revisor possivelmente virá, de modo a que ele não estabeleça contacto visual contigo durante muito tempo. É certo que ele retomará o caminho contrário, mas aí já não serás uma cara totalmente estranha para ele;
- Não olhes fixamente para o revisor, embora não devas esforçar-te por evitá-lo ao máximo. Pode denotar nervosismo;
- Abre um livro ou uma revista e teatraliza algum desconforto fruto da "longa viagem". O calor é comum quando estamos dentro de espaços fechados durante muito tempo, pelo que não será de todo descabido ficares em t-shirt;
- Leva roupa ocasional e com cores comuns, nunca berrantes;
- Se fores rapariga, convém que não sejas muito vistosa. Por norma os revisores são homens, logo, por natureza apreciadores do sexo oposto.
Nos últimos anos tenho andado menos de comboio. No entanto, com o preço pornográfico da gasolina, voltei a recorrer a este meio de transporte para deslocações maiores. Porque é mais barato e porque podemos beneficiar de descontos entre os 20 (cartão jovem ou de estudante) e os 100 por cento, no caso passarmos despercebidos.
Nas duas últimas viagens que fiz até Faro e Lisboa, ambas desde Grândola, consegui safar-me. Não quero com isto dizer que sou portador de um truque infalível para escapar à dolorosa cobrança do revisor, no entanto acredito que é possível não se depender da mera sorte.
Deixo algumas sugestões, inclusive as mais paranóicas:
- Casa de banho? Não! Fechares-te na casa de banho não me parece boa ideia. É uma táctica antiga, gasta e que, julgo, já não trás grandes resultados;
- Tenta escolher uma carruagem que não esteja perto do bar. Por norma, é onde o revisor se encontra quando o comboio pára numa estação. Se não te cruzares com ele à entrada, as probabilidades de poupares uns bons euros sobem consideravelmente;
- Opta por um lugar que fique de costas para o bar, de onde o revisor possivelmente virá, de modo a que ele não estabeleça contacto visual contigo durante muito tempo. É certo que ele retomará o caminho contrário, mas aí já não serás uma cara totalmente estranha para ele;
- Não olhes fixamente para o revisor, embora não devas esforçar-te por evitá-lo ao máximo. Pode denotar nervosismo;
- Abre um livro ou uma revista e teatraliza algum desconforto fruto da "longa viagem". O calor é comum quando estamos dentro de espaços fechados durante muito tempo, pelo que não será de todo descabido ficares em t-shirt;
- Leva roupa ocasional e com cores comuns, nunca berrantes;
- Se fores rapariga, convém que não sejas muito vistosa. Por norma os revisores são homens, logo, por natureza apreciadores do sexo oposto.
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