quinta-feira, 3 de maio de 2012

Então Hefner! Gostaste da Rita?

Há semanas que a imprensa dava como certo o nome de Rita Pereira para capa da regressada Playboy. O êxtase apoderou-se das hostes masculinas e eu não fui excepção. Hoje, e apesar de já saber que a actriz não estaria em nu integral, lá fui eu, pela manhã, à bomba de gasolina. “Não é nu integral, mas deve ver-se mais do que numa Maxim ou GQ”, pensei enquanto tirava apressadamente o plastificado que protege a revista – suponho – de algum ejaculador precoce.
Julgava que a produção não seria muito diferente das realizadas com Rita Mendes, Mónica Sofia ou Cláudia Jacques, onde a equipa de produção teve o cuidado de escurecer a zona genital. Tudo bem. Deixei a revista escorregar pelo polegar, de trás para a frente, até chegar à produção. Nas páginas 74 e 75 lá estava a Rita e a sua fotografia mais ousada de todo o trabalho: sentada aos pés de uma cama, sem soutien – mas de costas – e expressão facial convidativa.
Esperava mais desta Playboy, que se distingue das demais revistas masculinas por encontrar, quase sempre, o balanço perfeito entre o indecente e o casto. Esperava, sobretudo, uma revista à imagem da verdadeira Playboy, onde a capa não desilude.
Mas a Rita, com uma produção digna de anos 50, foi relegada para segundo plano pelo resto. E o resto são a Playmate – chama-se Joana Caldeira, tem 20 anos e é um mulherão – e as rubricas. Uma grande entrevista a José Eduardo Moniz, 20 perguntas a Gordon Ramsay, o chef mais motherfucker do Reino Unido e um interessante conto erótico (pornográfico?) de valter hugo mãe sobre o início da vida sexual de um adolescente.
Pelo conteúdo – leia-se, escrito – a revista vale a pena, mas seria isto suficiente na Playboy de Hugh Hefner?

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