Julgava que a produção não seria muito diferente
das realizadas com Rita Mendes, Mónica Sofia ou Cláudia Jacques, onde a equipa
de produção teve o cuidado de escurecer a zona genital. Tudo bem. Deixei a
revista escorregar pelo polegar, de trás para a frente, até chegar à produção.
Nas páginas 74 e 75 lá estava a Rita e a sua fotografia mais ousada de todo o
trabalho: sentada aos pés de uma cama, sem soutien – mas de costas – e expressão
facial convidativa.
Esperava mais desta Playboy, que se distingue das demais
revistas masculinas por encontrar, quase sempre, o balanço perfeito entre o
indecente e o casto. Esperava, sobretudo, uma revista à imagem da verdadeira
Playboy, onde a capa não desilude.
Mas a Rita, com uma produção digna de anos 50, foi relegada
para segundo plano pelo resto. E o resto são a Playmate – chama-se Joana
Caldeira, tem 20 anos e é um mulherão – e as rubricas. Uma grande entrevista a
José Eduardo Moniz, 20 perguntas a Gordon Ramsay, o chef mais motherfucker do
Reino Unido e um interessante conto erótico (pornográfico?) de valter hugo mãe
sobre o início da vida sexual de um adolescente.
Pelo conteúdo – leia-se, escrito – a revista vale a pena,
mas seria isto suficiente na Playboy de Hugh Hefner?
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