quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Somos todos iguais

De tempos a tempos, todos nós encontramos pessoas que nos fazem sentir uma merda. Pessoas que nos sugam a auto-estima, que nos fazem sentir miseráveis, um monte de esterco, ou apenas inferiores.
Pode ser o chefe através do seu constante circunlóquio de insultos, o professor que nunca está contente com nada, o sogro que passa a vida a dizer que a filha devia ter casado com o filho dos melhores amigos, ou simplesmente alguém que consideramos ter um ascendente psicológico sobre nós por uma qualquer razão que nem sabemos especificar.
Essas pessoas, por mais diferentes que sejam entre si - e por mais distintos que sejam os motivos do nosso desconforto - causam em nós sensações não muito distintas.
Tentamos lutar contra elas. E contra nós próprios. Contra as palavras que não saem, os pensamentos que não conseguimos reproduzir e contra as imprecações que aflitivamente queremos soltar mas que ficam, tudo porque um estupor filho da mãe nos interrompeu momentaneamente o canal que liga o cérebro ao nosso aparelho emissor e que nos toldou parte do raciocínio.
Há pessoas que têm este efeito em nós. Fazem-nos sentir a derradeira presa da caçada. Impotentes. Encurralados no fundo de um poço fétido. Frustrados. Sim, frustrado será o adjectivo mais adequado.
Talvez numa tentativa de garantirmos o equilíbrio emocional do pequeno ecossistema que habita dentro de nós, tendemos a adoptar a estratégia, inconsciente e errada, de descarregar as nossas frustrações nas pessoas que nos são mais próximas.
No fundo, não somos assim tão diferentes dos outros.

1 comentário:

Moleskine disse...

e o melhor... é cortar com estas pessoas. Ou adoptarmos um postura tão fria, indiferente, que as incomode... não é dificil:)
feliz natal!