Ainda sobre o caso da utilização irregular de vários jogadores no encontro do FC Porto com o V. Setúbal, para a Taça da Liga, o Jornal de Notícias resolveu ir falar com Armando Leitão, professor de Estatística na Faculdade de Engenharia do Porto, que explicou que 72 horas não são necessariamente 72 horas, pelo que iliba o FC Porto da acusação de utilização irregular de três jogadores, por estes terem actuado em Setúbal 71 horas e 45 minutos depois do fim de um jogo do FC Porto B em que participaram. E Armando Leitão sustenta a sua teoria apoiando-se na regra do arredondamento, coisa que eu desconhecia que também podia ser aplicada nas horas (mas isso sou eu, que nunca fui um aluno brilhante a matemática). "Setenta e duas horas é o intervalo entre 71 horas e 30 minutos fechado até 72 horas e 30 minutos aberto", alega o professor.
O meu histórico a matemática aconselha-me a não ter a ousadia de refutar a tese deste senhor que, no entanto, transporta-me para os tempos em que andava no Ensino Secundário e as aulas começavam às 08h45, bem cedo para um cachopo que não tinha por hábito deitar-se cedo. Como consequência, foram várias as vezes em que cheguei à sala de aula por volta das 9 horas. Invariavelmente, a professora marcava-me falta. Erradamente, à luz do raciocínio do professor Armando Leitão: afinal de contas às 08h45 são 09h00.
A lei de arredondamentos "Armandina" - fica, a partir de hoje, baptizada - também poderá ser invocada por quem for despedido com justa causa por chegar constantemente atrasado ao emprego - isto se o arredondamento jogar a seu favor - e pelos discentes deste professor universitário de Estatística. Por isso, se a aula começar às 14h40, não há qualquer motivo para correrias. Podem fazer gazeta por mais uma meia hora. O professor não se importará.
PS: Este texto foi terminado às 18h20 do dia 7 de Fevereiro de 2013. Ou terá sido às 18h00 do dia 10 de Fevereiro de 2010?
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