sábado, 16 de fevereiro de 2013

Coisas do São Valentim

Nota prévia: não sou muito apegado ao São Valentim. Acredito até que esta efeméride foi criada com o único propósito dos casais não discutirem em todos os dias do ano.

Como bom português que sou, tenho o hábito de deixar tudo para a última da hora. E no dia de São Valentim lá fui eu apressadamente a uma relojoaria comprar um relógio para oferecer à rapariga. Sabia que ela andava a namorar há algum tempo um relógio branco da One. Portanto, à partida não seria muito difícil dar com aquele artigo. Acerquei-me da montra e procurei o referido relógio. Para baralhar as coisas, muitos eram da One. Pior: alguns eram brancos. "E agora?", pensei. Não havia alternativa. Tinha de lhe telefonar para esclarecer todas as dúvidas e com subtileza necessária, de modo a não estragar a surpresa.

- Olha! Fui agora à farmácia comprar uns comprimidos e passei pela relojoaria. Tenho más notícias.
- Então?
- Aquele relógio que viste há uns dias, e que estás a pensar comprar, está esgotado.
- Não acredito...
- Acredita. Estão aqui alguns brancos, mas nenhum é o tal.
- (...)
- Como era o que tu querias?
- Era todo branco e tinha uns corações lá dentro.

É assim que se engana uma mulher.
Não estava esgotado

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