quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Ainda sobre Lisboa

No post anterior abordei superficialmente a razão para a minha não-lisbonização durante a faculdade. Essa razão poderia ser isto que irão ter o (des)prazer de contemplar nas fotos seguintes, mas não. Não se tratou de nenhum trauma, até porque andar vestido de Floribela durante uma semana a cantar "Não tenho nada..." é um dos sonhos de qualquer caloiro. São tesourinhos destes que nos fazem viver e, paradoxalmente, morrer. De vergonha.

Alguém devia estar a dizer-me que eu não era a pessoa mais ridícula daquela praxe
Esta não envolveu piada. Não gosto de momentos a solo. Tentei disfarçar o sorriso amarelo
Que figura mais triste. Pior do que a saia e os totós só mesmo as calças por dentro das meias
O grupo a marchar para a câmara de gás
Com a fronha no manto verde. A relva parecia limpinha. Pareciiiiia
A formação de uma boys band. Note-se que a minha madrinha era (é?) fanática pelos Backstreet Boys. Esta foi a sua singela homenagem ao quintento americano. Nós éramos um upgrade: seis!
Um ensaio dirigido pelo coreógrafo (Eduar)Dão, o padrinho da maioria dos caloiros do curso
Para a posteridade
Eu com a fã n.º 1 dos Backstreet Boys
No último dia de praxes. O espectáculo da pior boys band da história
Agarrado ao telemóvel. Um dia hei-de escrever sobre o que lhe aconteceu

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Lisboa

Setembro de 2006. Estava em Lisboa quando soube que tinha entrado no curso de Comunicação e Cultura, na Faculdade de Letras. Apesar de se tratar da minha terceira opção, fiquei satisfeito. Afinal de contas, já esperava que fosse parar àquele curso. A falta de rotinas de estudo nos 10.º e 11.º anos arruinaram as minhas probabilidades de entrar em Jornalismo, na Escola Superior de Comunicação Social, em Ciências da Comunicação, na Nova, ou em Comunicação Social, no ISCSP. Quando acordei para a necessidade de ter uma média relativamente robusta que me permitisse entrar naqueles dois ou três cursos que mais me interessavam, já era demasiado tarde.
Os primeiros tempos do curso correram bem. As aulas (a maioria) eram uma seca, mas o pessoal do curso compensava. Não raras vezes baldávamo-nos às aulas e ficávamos a jogar matraquilhos e a beber minis no Bar Novo, na altura a necessitar de profundas obras de melhoramento. Apesar desse laivo de rebeldia, nunca deixei qualquer cadeira para trás. As notas não eram brilhantes, mas safava-me sem dificuldades.
Nos meus tempos de estudante em Lisboa confesso que não me habituei à cidade. Em Dezembro, dois meses e tal após o início das aulas, já era um sufoco passar uma semana inteira na capital. O passar do tempo permitiu-me diagnosticar os motivos que tornaram a minha permanência em Lisboa numa autêntica tortura. Motivos esses que hoje, tenho a certeza, não me afectariam da mesma forma.
Sentia-me um bicho do mato em Lisboa e essa sensação foi-se agravando até meados de Junho, altura em que acabaram as aulas. Metade do meu cérebro encontrava-se em repouso e só era accionada quando entrava no Intercidades a caminho de Grândola. Metade de mim estava ausente numa cidade (quase) sempre em polvorosa. 
Mas as luzes, as pessoas, o trânsito, o perigo, enfim, toda aquela energia cosmopolita não se contenta com metade de nós. Lisboa é cínica, sobranceira. Altiva. Lisboa exige-nos uma presença absoluta. 
E eu hoje gosto de Lisboa.
É altamente provável que não me encontrem

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

NYmag VII

Junho de 1994 [O do meio é o José António Saraiva, agora director do Sol. Nota-se o incómodo]


quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

A história da nossa evolução

A história da evolução humana é uma matéria que vem nos conteúdos programáticos da disciplina de História, no 7.º ano. Durante várias semanas - meses, talvez - os putos, hoje homo sapiens sapiens, aprendem que os seus antepassados eram criaturas semelhantes aos actuais orangotangos, uma espécie que a comunidade cientista assegura ser o nosso parente mais próximo.
O certo é que somos produto de um processo evolutivo. Se há milhões de anos mal andávamos direitos, hoje nem precisamos de andar para nos deslocarmos. Hoje, uma chama está à distância de um simples gesto, mas em tempos ancestrais uma simples fumaça dava origem a uma guerra civil.
Tudo isto pode ser observado no filme intitulado "A Guerra do Fogo", que todos nós já devemos ter visto pelo menos uma vez na vida.
Ora, em "A Guerra do Fogo" dão-se também descobertas acidentais. O fogo é uma delas, bem como a música. Os nossos antepassados chegaram à conclusão de que era possível juntar sons, de forma mais ou menos ritmada, com o auxílio de uma moca, de uma pedra ou do próprio corpo. E evoluíram. Depois de esgotados os sons que a natureza lhes podia, no seu estado bruto, proporcionar, começaram a fabricar os seus próprios instrumentos. Usavam madeira, pele animal e algumas outras matérias-primas. Milhares de anos depois alguém descobriu que o ferro era maleável quando exposto a elevadíssimas temperaturas. Fabricaram-se objectos como nunca antes vistos. Foram inventados mais instrumentos musicais e a música deu um passo em frente. Surgiram Bach, Mozart, Beethoven e Chopin, quatro grandes nomes dos séculos XVIII e XIX que a transformaram (à música) em arte.
No século XX, a música chegou às grandes massas. Louis Armstrong, Ray Charles, Elvis, Sinatra e os Beatles tornaram-se fenómenos mediáticos. Para uns, eram autênticos deuses na Terra, assim como o seriam os Rolling Stones, os Pink Floyd e muitos, muitos outros artistas e "artistas".
Hoje, o conceito de música como arte banalizou-se. Banalizou-se porque qualquer pessoa pode, com o auxílio de uma série de aplicações, compor uma música. E qualquer um pode ser uma estrela. Basta ter uma carinha laroca, progenitores endinheirados e, não menos importante, que seja (preferencialmente) americano. A música banalizou-se ao ponto de que o que não presta é o que mais escutamos. O que não presta torna-se viral, uma tese ratificada por um conjunto de êxitos recentes que dão pelo nome de Gangnam Style (que o seu próprio intérprete confirma ser uma valente bosta) e, agora, por uma febre qualquer chamada Harlem Shake, onde grupos de pessoas gesticulam - ao som de uma sobreposição de sons semelhantes aos emitidos pela minha máquina de café - como se de autênticos australopitecos se tratassem.
Para onde estamos a ir?

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Sobre a fuga de Relvas do ISCTE

Miguel Relvas preparava-se para discursar no círculo de conferências organizado pela TVI, no âmbito do 20.º aniversário da estação televisiva, quando foi interrompido por estudantes. O ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares não discursou e abandonou o ISCTE em tempo recorde.
Ainda assim, deve ter passado mais tempo nesta instituição de ensino superior do que na Lusófona, onde obteve as tais equivalências.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

NYMAG VI

Para quem se esquece de quem mais nos ama.

Maio de 1979

Mulheres com o coiso ao léu

Já partilhei com um punhado de amigos este meu desconforto sobre uma parte do corpo da mulher. Pelo feedback que recolhi, a minha opinião (sobre aquela que considero ser a parte mais feia do corpo feminino) não reúne consenso, o que até é compreensível.
Ora aqui vai. Para mim, a coisa que mais me incomoda numa mulher não é a celulite, nem tampouco o rego de uma mulher obesa. É, sim, o sovaco, essa cavidade na parte inferior da articulação superior do braço (ver no priberam), também conhecida por axila, um termo bem mais simpático.
Não me causa espécie ver uma mulher de braços levantados e com sovacos ao léu, desde que não se assemelhem à barba de três dias de um homem. No entanto, prefiro evitar contemplá-los. Podem trazer surpresas. E a verdade é que o sovaco ou não traz nada ou traz surpresas desagradáveis.
Vejam esta sequência de imagens. São mulheres que me enchem as medidas, claro! Mas de braços caídos.

Julia Roberts
Drew Barrymore
Britney Spears (quando era boa)

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Gostas dela?

O seu nome é Ana Aureliano e é a capa desta semana da revista Vidas, do Correio da Manhã. "Sinto-me bonita, sexy e sensual." Não quero parecer mauzinho, mas, oh filha (!), tu és tão bonita como o teu apelido.
Ao pé de ti, a filha do Nené é um mimo!


sábado, 16 de fevereiro de 2013

Coisas do São Valentim

Nota prévia: não sou muito apegado ao São Valentim. Acredito até que esta efeméride foi criada com o único propósito dos casais não discutirem em todos os dias do ano.

Como bom português que sou, tenho o hábito de deixar tudo para a última da hora. E no dia de São Valentim lá fui eu apressadamente a uma relojoaria comprar um relógio para oferecer à rapariga. Sabia que ela andava a namorar há algum tempo um relógio branco da One. Portanto, à partida não seria muito difícil dar com aquele artigo. Acerquei-me da montra e procurei o referido relógio. Para baralhar as coisas, muitos eram da One. Pior: alguns eram brancos. "E agora?", pensei. Não havia alternativa. Tinha de lhe telefonar para esclarecer todas as dúvidas e com subtileza necessária, de modo a não estragar a surpresa.

- Olha! Fui agora à farmácia comprar uns comprimidos e passei pela relojoaria. Tenho más notícias.
- Então?
- Aquele relógio que viste há uns dias, e que estás a pensar comprar, está esgotado.
- Não acredito...
- Acredita. Estão aqui alguns brancos, mas nenhum é o tal.
- (...)
- Como era o que tu querias?
- Era todo branco e tinha uns corações lá dentro.

É assim que se engana uma mulher.
Não estava esgotado

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

É f***** nascer português

Tem 25 anos, é fotógrafo, está desempregado desde Setembro do ano passado e uma das suas fotografias acaba de ser distinguida pelo World Press Photo.
Daniel Rodrigues é mais um dos muitos milhares de filhos da terra desaproveitados. O cúmulo dos cúmulos é que já nem tem a máquina com que tirou a fotografia - de crianças a jogar futebol num campo de terra na Guiné-Bissau. Por motivos financeiros, foi forçado a vendê-la. Agora, diz que tudo o que quer é voltar a ter uma máquina fotográfica. E um emprego.

Há quem lhes chame chupistas

Há quase um ano - mais propriamente a 16 de Março de 2012 - acompanhei a minha irmã, no seu dia de aniversário, numa ida à Universidade de Coimbra. Esclarecido o que havia para esclarecer, viemos por aí abaixo. Liguei o GPS na opção "Estrada sem portagem", mas parece que o aparelho (ou eu) estava meio atrofiado e quando dei por mim já circulava numa antiga SCUT. Passámos um pórtico e uns quilómetros mais à frente regressámos à estrada nacional, cuja viagem Coimbra-Lisboa se faz em cerca de cinco horas.
Nunca mais me preocupei com aquele troço. Até que hoje, 15 de Fevereiro de 2013 (11 meses depois), chegou a casa uma notificação por falta de pagamento desse pórtico.
Ao montante inicial de 1,10€, acresce aquilo a que a VIA VERDE chama "Custos Administrativos em dívida (2,21€), pelo que o total da dívida é de 3,31€, conforme pode ser verificado em anexo.
Portanto, a VIA VERDE trabalha bem. Devagar, mas bem.
Raios que não lhes escapa nada!



segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

NYmag V

Para aqueles cujo dia dos namorados não faz sentido este ano.

Dezembro de 1981


As prostitutas da Nigéria

Há cerca de uma semana, a Associação de Prostitutas Nigerianas lançou uma promoção com o objectivo de alavancar o desempenho dos jogadores da selecção nacional da Nigéria na Taça das Nações Africanas. Em troca do caneco, que já fugia desde 1994, as meretrizes daquele país da África Ocidental prometiam uma semana de sexo gratuito.
Das duas uma: ou as prostitutas nigerianas são ninfomaníacas insaciáveis, ou então não depositavam confiança na sua equipa de futebol, pelo que, em jeito de brincadeira, fizeram a referida promessa. A confirmar-se a segunda tese, parece-me que foram ingénuas: se a Zâmbia foi campeã no ano passado, porque é que a Nigéria não poderia sê-lo?
Agora, avizinha-se muito trabalho, caso a proposta - e ainda não foi clarificado - se estenda não apenas aos atletas, mas a toda a população. É que a Nigéria é, de longe, o país mais populoso de África, com mais de 150 milhões de pessoas.
Dizem-nos ainda os números que a Nigéria também está entre os primeiros do Mundo com mais casos de HIV - é segunda, atrás da África do Sul. À atenção da OMS.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Conversas no Facebook

Representação de uma conversa de dois putos no Facebook. O diálogo inicia-se no seguimento de uma fotografia postada pela Teresa no seu mural. Os nomes das personagens foram escolhidos aleatoriamente.
Acrescente-se que, apesar de se tratarem de dois miúdos, estão prestes a atingir a maioridade. Portanto, já têm idade para ter juízo. Suspeito que os hambúrgueres de carne de cavalo que esta geração ingere desenfreadamente estejam a danificar as suas marmitas.

André: ^_^ <3
Teresa: =D <3 =? =S
André: #^.^#
...
André: ????
Teresa: -.-
André: =(((((((
Teresa: ********
André: @@@@@@ ly
Teresa: O_o

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

A PlayStation 4 está a chegar

Nunca fui fanático por consolas. Ao longo de 24 anos de existência, tive apenas duas. Uma Sega Saturn e uma PlayStation 2. Tive ainda uma outra plataforma, que recuso dar-lhe o nome de consola: era uma coisa chamada Micro Genius e é provável que tenha sido comprada no mercado que é realizado em Grândola na segunda segunda-feira de cada mês.
Apesar da sua modesta performance, eu e a minha irmã passávamos horas a fio a jogar. Naturalmente, a pouco e pouco a Micro Genius começou a ceder ao cansaço, dando origem a um fenómeno estranho, quase como se ela própria decidisse quando necessitava de descanso.
Confuso? Eu explico: a Micro Genius não morreu. Antes, tornou-se autónoma. Travava e retomava um jogo de Super Mario quando lhe dava na mona. E dava-lhe muitas vezes. Tinha, de facto, um talento especial, qual Deep Blue - o computador que nenhum Grão-Mestre do xadrez conseguiu derrotar.
No próximo dia 20, será apresentada a PlayStation 4, que estará à venda no final do ano por uma quantia a rondar os 300 euros, menos do que o preço da sua antecessora quando foi lançada. Eu cá, e apesar de não me considerar um fanático por consolas - ver aqui o que são fanáticos por consolas - fico a aguardar ansiosamente pelas primeiras demonstrações do mais recente bebé da tecnologia de videojogos, mas uma coisa é certa: nunca me surpreenderá tanto como uma que dava pelo nome de Micro Genius.

A minha era igual a esta: um dos comandos funcionava a pilhas, muuuuuiito à frente!

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Professor de Estatística iliba FC Porto

Ainda sobre o caso da utilização irregular de vários jogadores no encontro do FC Porto com o V. Setúbal, para a Taça da Liga, o Jornal de Notícias resolveu ir falar com Armando Leitão, professor de Estatística na Faculdade de Engenharia do Porto, que explicou que 72 horas não são necessariamente 72 horas, pelo que iliba o FC Porto da acusação de utilização irregular de três jogadores, por estes terem actuado em Setúbal 71 horas e 45 minutos depois do fim de um jogo do FC Porto B em que participaram. E Armando Leitão sustenta a sua teoria apoiando-se na regra do arredondamento, coisa que eu desconhecia que também podia ser aplicada nas horas (mas isso sou eu, que nunca fui um aluno brilhante a matemática). "Setenta e duas horas é o intervalo entre 71 horas e 30 minutos fechado até 72 horas e 30 minutos aberto", alega o professor.
O meu histórico a matemática aconselha-me a não ter a ousadia de refutar a tese deste senhor que, no entanto, transporta-me para os tempos em que andava no Ensino Secundário e as aulas começavam às 08h45, bem cedo para um cachopo que não tinha por hábito deitar-se cedo. Como consequência, foram várias as vezes em que cheguei à sala de aula por volta das 9 horas. Invariavelmente, a professora marcava-me falta. Erradamente, à luz do raciocínio do professor Armando Leitão: afinal de contas às 08h45 são 09h00.
A lei de arredondamentos "Armandina" - fica, a partir de hoje, baptizada - também poderá ser invocada por quem for despedido com justa causa por chegar constantemente atrasado ao emprego - isto se o arredondamento jogar a seu favor - e pelos discentes deste professor universitário de Estatística. Por isso, se a aula começar às 14h40, não há qualquer motivo para correrias. Podem fazer gazeta por mais uma meia hora. O professor não se importará.

PS: Este texto foi terminado às 18h20 do dia 7 de Fevereiro de 2013. Ou terá sido às 18h00 do dia 10 de Fevereiro de 2010?

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Paris está a definhar

É uma das notícias do dia. E não! Não me refiro à mega-reportagem da SIC sobre o BPN e muito menos ao surgimento de novos putativos candidatos à presidência do Sporting.
Falo de um caso que soube através do Facebook da Marta, uma antiga colega da Universidade. Mas vamos por partes. Segundo consta, até ao passado mês de Janeiro as mulheres estavam proibidas de usar calças em Paris. A lei, que proibia as mulheres de "se vestirem como homens" - e estou a citar o site da BBC -, estava em vigor desde o ano de 1800 e só mediante autorização da polícia local - e, mais recentemente, se circulassem a cavalo ou de bicicleta - uma senhora poderia ser vista nestes (im)preparos na sempre exigente cidade da haute couture.
Ora, parece que agora a ministra dos Direitos das Mulheres decidiu que esta lei já não fazia sentido, alegando incompatibilidade. Cogitei, cogite e cogitei, enquanto me invadiam uma aguda dor de alma e uma profunda nostalgia por uma Paris que nunca contemplei. Uma Paris a abarrotar de mulheres com pernas ao léu. Uma Paris onde nunca estive e que desce umas posições no meu ranking de cidades europeias a visitar.
Paris nunca mais será a mesma. Principalmente no Inverno.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Relatos de futebol

Quando era (mais) puto, tinha um fascínio tremendo por relatos de futebol. O Benfica não dava todos os fins-de-semana em canal aberto e a Sport TV só entrou cá em casa em 2004, factores que contribuíram para que eu sintonizasse frequentemente a Antena 1, a Renascença ou o Rádio Clube Português no meu Walkman. A minha paixão pelas narrações arrebatadoras de jogos, pelas vozes de Perestrelo, Pedro Sousa, Nuno Matos ou Pedro Azevedo, foi crescendo ao ponto de tentar imitá-los.
Não raras vezes, a actividade sincronizada de indicadores e polegares em jogos como World Wide Soccer (Sega Saturn) e FIFA (no PC) era acompanhada por uma tentativa desconchavada de relato, situação que também sucedia em alguns jogos a sério. O resultado era... apavorante.
O relato é, reconheça-se, arte. E um puto imberbe, na pré-adolescência, não está apto a reproduzi-la, por mais boa vontade que tenha. Faltam-lhe aforismos, assinatura, acutilância. Enfim, falta-lhe quase tudo o que é preciso para um bom relato, cheio de elementos taquicardíacos.





Capas da NYmag IV

Junho de 1969



sábado, 2 de fevereiro de 2013

Um ano de rabiscos

Faz hoje um ano que este blogue foi criado. E nasceu logo com um erro crasso: não me apresentei.
É certo que seria altamente improvável que alguém que não me conhecesse viesse aqui parar ainda que acidentalmente, mas faço mea-culpa: devia ter ponderado essa variável que fui tentando mitigar.
Ao longo deste ano, mostrei um pouco de mim. Partilhei histórias e a minha visão - clara ou turva - sobre os mais variados assuntos, dos mais fúteis aos mais profundos.
Aos poucos que me conhecem, a quem acha que me conhece e a todos aqueles que, mesmo sem fazerem ideia de quem é a besta que se encontra a redigir este texto, têm estômago para aguentar um punhado de alarvidades que emanam da minha massa cinzenta, um muito obrigado por me seguirem!