sábado, 27 de outubro de 2012

O que é que te irrita ao volante?

Já vai para quatro anos e meio que tirei a carta de condução. Ao contrário de muitos, que já conhecem os processos de condução de trás para a frente logo na primeira aula (geralmente esses são os piores), a minha experiência resumia-se aos jogos de Fórmula 1 no computador e de Sega Rally nas máquinas de arcada. Portanto, nada de relevante.
Após a terceira aula de condução achei que já era um ás ao volante. Um prodígio daqueles que assim que aprende a fazer uma coisa é capaz de a desempenhar com a astúcia de um profissional. Para o mostrar, pedi à minha mãe para me deixar pôr o Saxo no quintal de casa. A experiência não foi bonita. É certo que não acertei no portão, mas esqueci-me de uma das regras primordiais neste tipo de manobras: olhar pelo espelho retrovisor. O resultado? Um carro a um metro da traseira do Citroën e um cheiro intenso a borracha queimada.
Depois disso, deixei de me armar em Schumacher e foquei-me na carta. Fiz tudo à primeira e, não sendo um condutor exímio, acho que o instrutor nunca teve razões de queixa.
Ora, desde o dia 13 de Maio de 2008 e hoje, calculo que já tenha feito qualquer coisa como 100 mil quilómetros, o equivalente a duas voltas e meia ao Mundo pela linha do equador. E, ao volante, o sangue ferve-me como em poucas ocasiões. Resigno-me com o trânsito (faz parte), mas não posso com alguns comportamentos, por mais insignificantes que possam parecer, de quem circula na estrada. Eis uma lista de mandamentos que gostaria de sugerir aos milhares de parolos que andam pelas vias nacionais:

- Não ligarás os máximos uma fracção de segundo antes do cruzamento com o outro veículo estar terminado;
- Não te aproximarás demasiado do carro da frente... ou qualquer dia sai-te a sorte grande;
- Não circularás com as luzes de nevoeiro ligadas mesmo quando a noite é propícia à contemplação de constelações. Ninguém quer saber se tens ou não luzes de nevoeiro;
- Não aumentarás a velocidade numa zona de sinais luminosos cujo vermelho seja accionada através do excesso de velocidade. Quem vem atrás de ti pode tratar-se de um psicopata e não quererás vê-lo zangado;
- Não torturarás outros automobilistas com a tua música no engarrafamento para a ponte. É de evitar todo e qualquer tipo de música a decibéis elevados, mas deverás ser mais cuidadoso se fores apreciador de trance, dubsted ou lixo auditivo similar.

Nota do autor: não há perdão para qualquer um destes comportamentos.

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