domingo, 21 de outubro de 2012

O filme vinha riscado

Sem nada para fazer, ontem apoderou-se de mim um espírito um tanto ou quanto cinéfilo. Logo de mim, que não sou de andar com um P3, do Público, ou com a Actual, do Expresso, debaixo do braço. À noite, já depois de recolhido no quarto, resolvi ir à sala ver o que estava a dar na televisão. Pus-me a fazer zapping e parei no Hollywood. O filme chamava-se O Atirador e, como o próprio nome indica, envolve armas. Armas, sangue, corrupção, vingança e justiça pela próprias mãos.
Não se tratando de uma obra-prima, a película prendeu-me ao sofá. Não que tivesse ficado fascinado com o argumento do filme em si (é um igual a tantos outros), antes com os da Kate Mara ou da Rhona Mitra, sempre sublimes ainda que a interpretarem papéis menores - que desperdício. Como é apanágio de qualquer filme de acção que se preze, este acaba com o herói a dar cabo do vilões, limpando-lhes o sebo um a um.
Não satisfeito com aquela ligeira carga hollywoodesca, peguei no portátil e fui a um daqueles sites para s... vender filmes (isso!) e optei por um que me pareceu interessante: Touchback, que conta a história de um agricultor cujo sonho de se tornar profissional de futebol americano lhe foi cortado por uma lesão sofrida num jogo. Basicamente, depois de umas horas o filme estaria disponível. 1,7 gigas, dizia nas propriedades: "Mais um Titanic", pensei.
Ora, durante a tarde, lá contei à namorada que tinha em minha posse um filme do caraças, bom para ver em companhia. "Mas não é triste, pois não? É que eu não gosto desses." Tretas. Gosta pois, e a prova foi a sua reacção de frustração quando o filme empancou a meio por uma qualquer razão que ainda desconheço, embora já esteja a tratar de resolver o assunto. É o que dá comprar filmes na net. Só por causa desta, o próximo que vir é sacado. Legítimo, não?

Sem comentários: