sexta-feira, 29 de junho de 2012

Temos jeito para a bola!

Por sugestão de um amigo, acabo de ler um artigo (http://www.sbnation.com/soccer/2012/6/28/3122471/portugal-vs-spain-euro-2012-cristiano-ronaldo-history) sobre os êxitos da selecção portuguesa desde o ano 2000. Afirma o jornalista que é notável um país com 10 milhões de habitantes ser tão incómodo para nações com 50, 60 ou 80 milhões de almas. Diz ainda que é habitual falar-se do caso holandês, mas que eles são mais cinco milhões do que nós o que lhes dá, por isso, uma vantagem considerável de recrutamento.
Acontece que, avaliando as coisas por esse prisma, os Estados Unidos, com uma população de 300 milhões deviam ser, ainda que a alguma distância da Índia ou China, uma das maiores potências futebolísticas do planeta. A diferença está na importância que o desporto-rei tem em cada país e, por arrasto, na metodologia de trabalho adoptada em busca do sucesso, e é isto que me conduz a outro artigo que li também hoje, mas na edição portuguesa do Courrier Internacional.
De acordo com os últimos números da FIFA, em 2006 Portugal tinha 133 mil jogadores federados. Selecções como as da Finlândia (149 mil), Irlanda (253 mil), Eslováquia (429 mil), Bélgica (443 mil), Áustria (596 mil) ou a Polónia, com 657 mil federados, deviam, pela lógica deste americano, ganhar, com maior ou menor dificuldade, a Portugal. Acontece que umas não jogam nada, enquanto que outras são meros figurantes nas raras vezes em que atingem fases finais. Enfim, cepos por lá é como coelhos a multiplicarem-se.
A Alemanha, líder nesta matéria e única selecção que foi capaz de nos derrotar neste Europeu, tem 6,3 milhões de jogadores federados, ou seja, o número de federados em Portugal mas a multiplicar por 47 (!), enquanto que a Espanha tem 653 mil.

Só a título de curiosidade, aqui fica o número de jogadores nos países que caíram aos nossos pés durante o EURO 2012:
  • Dinamarca: 301 mil
  • Holanda: 1,1 milhões
  • República Checa: 686 mil

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