Como a grande maioria das 7 mil milhões de almas que habitam este pedaço de terra e mar tenho dificuldades em lidar com a crítica. Houve tempos em que o sangue me subia à cabeça. Em que cerrava os dentes para evitar que o vernáculo jorrasse sem pedir licença. E às vezes saía.
Com 25 anos (e poucos anos fazem muita diferença quando somos novos), aprendi a domar alguns defeitos de carácter. Do filho da puta do gajo que ousou apontar-me defeitos, passei a questionar-me, embaraçado, por que é que insisto em cometer os mesmos erros. Aquele sujeito continua a ser um filho da puta mas reconheço que, se calhar, é um filho da puta com razão.
Talvez um dia deixe de o considerar como tal.
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