José Luís Peixoto foi assaltado há uns dias na nossa antiga Guiné. De acordo com aquilo que vem na imprensa, o prodigioso escritor regressava ao hotel, depois de uma visita ao maior mercado de rua de Bissau, quando foi surpreendido pelos meliantes, que lhe usurparam o telemóvel que ele transportava na mão.
Peixoto pôs-se a jeito. É que, em Bissau, devido à sua escassez, estes aparelhos electrónicos devem render, como se diz nos PALOP, um bom dinheiro. E se os maltrapilhos tiverem a certeza de que o sujeito-alvo se faz transportar de um telemóvel, não hesitam. Mais: se for estrangeiro, branco e tiver um telemóvel, ainda são capazes de lhe dar uma bordoada no focinho, como foi o caso.
Numa de bom samaritano (?), o escritor alentejano ainda disse acreditar tratar-se de um acto isolado. Um acto isolado que o próprio se prontificou a tornar público após conversa com a agência Lusa.
Ora, se Peixoto não pretendia incitar desconfiança nos tugas que pretendem visitar Bissau, a breve ou a longo prazo, então deixaria este episódio morrer sem que se tornasse público. Seria, assim, um acto isolado. Verdadeiramente.
Boa?
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