Saí daquele espaço aborrecido.
Com o árbitro, com os jogadores do Benfica e pelo facto de ter constatado que
as minis aumentaram de preço. Mas fiquei, sobretudo, intrigado com a reacção
dos adeptos do Sporting quando Emerson tocava na bola. Riam e troçavam, na
certeza de mais uma recuperação da posse de bola. E atenção que ontem nem fez
dos seus piores jogos, ainda que não tenha passado do medíocre.
Com isto concluí que Emerson não
é alvo de uma perseguição interna. É mesmo mau jogador. Ou isso ou estamos
todos enganados e não percebemos nada de futebol. Nós, adeptos do Benfica, do
Sporting e do FC Porto, os comentadores especializados e, até, Luis Aragonés e
Vicente Del Bosque, que ganharam os campeonatos da Europa e do Mundo com um
defesa esquerdo que só é opção na Taça da Liga ou quando Emerson cumpre
castigo.
A obsessão de Jesus com o defesa
brasileiro, e que nos leva a ter saudades de César Peixoto, é proporcional
àquela que demonstrou no passado com Roberto. Quanto mais enterrava o Benfica,
mais indiscutível se tornava. Jesus – o catedrático da bola, o mestre da
táctica, o criador da estratégia posicional – lá sabe o que o leva a depositar
tamanha confiança nesses jogadores. Há quem chame a isto “Princípio de Peter”. Eu
preferia chamar-lhe teimosia, mas já não sei. Depois de ter ouvido as suas
declarações após a derrota em Alvalade, em que dizia que o Benfica criou a
melhor ocasião de golo da segunda parte (?) e que apenas o golo separava aquilo
que ambas as equipas tinham produzido, suspeito que sofra de uma patologia mais
grave.
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