Há uns dias li num jornal que o prémio de melhor pastel de nata de Lisboa, de 2012, tinha sido entregue à Pastelaria Aloma, em Campo de Ourique. Nunca lá tinha entrado, mas sei agora que é um dos espaços mais reputados da pastelaria tradicional lisboeta.
Na tarde chuvosa de quarta-feira, 25 de Abril, e para comprovar a justeza daquele galardão, lá fui eu à Aloma. Assim que saí do carro, duas ruas abaixo, já me cheirava à iguaria. O meu organismo suplicava por açúcar. O problema é que àquelas horas (16h30) já estavam esgotados, embora ainda tenha visto dois ou três lorpas a lambuzarem-se com eles. Azar.
Hoje (vida de desempregado tem destas regalias) lá voltei, com a minha irmã e um amigo. E, para evitar qualquer surpresa desagradável, duas horas mais cedo.
"Há pastéis de nata?", perguntou o Rui, ao que o empregado respondeu não saber. Mas antes de levar com um "então quem é que sabe?" lá acrescentou que se voltássemos 20 ou 30 minutos depois já estaria disponível outra fornada para venda.
Como Campo de Ourique está cheio do melhor, demos um saltinho ao "Melhor bolo de chocolate do Mundo". Depois de terminado, lá regressámos à pastelaria. Porra que tinha de ser desta!
E foi mesmo. Pastéis de nata numa caixa e era comê-los quando estivessem mais fresquinhos, não fôssemos ter um abalo intestinal em plena Feira do Livro. Uma boa meia hora depois abri a caixa e deparei-me com três caganitas em forma de pastel de nata. São bons, dou de barato que sejam os melhores de Lisboa, mas já vi mini-pastéis com aquele calibre. Devem ter mirrado com o calor.
Tivesse comprado dois.
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