Em plena Praça da Figueira, à hora de almoço, contemplo a esplanada da Casa da Bifanas: está cheia. Como estou com a rapariga e não tenho pressa resolvo entrar no reputado estabelecimento e sento-me. Um dos funcionários entrega-me o menu. É escusado consultá-lo. Digo-lhe que queremos bifanas, a iguaria que dá nome à casa. Como resposta, sou convidado a levantar-me: "Bifanas só ao balcão ou na esplanada. Nas mesas cá dentro só servimos almoços."
Portanto, na Casa das Bifanas pode sentar-se dentro do estabelecimento quem pedir uns secretos de porco preto, um peixe grelhado ou um arroz de tamboril. Já quem quiser bifanas (que, na opinião daquele simpático empregado, não podem ser consideradas almoço) leva um chuto no traseiro.
Incoerente, não?
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