Já aqui escrevi sobre a falta de criatividade da imprensa em Portugal em matéria de concepção de capas. Tirando dois ou três exemplos, nos quais incluo o jornal i e a revista Sábado, conservadorismo é a palavra de ordem.
Hoje sou um leitor religioso da revista Sábado. Não deito nenhuma fora e estão todas (bem) arquivadas cá em casa. Apesar de as vendas ainda não o confirmarem - a Visão, muito graças aos seus assinantes e ofertas nos postos de combustível, ainda é líder no segmento - há muito que a Sábado é, na minha opinião, a melhor revista portuguesa. Ali há espaço quer para o bom jornalismo quer para o entretenimento, o que muito provavelmente até choca os paladinos do jornalismo conservador.
A Visão tem, nos últimos tempos, tentado combater a pasmaceira (gráfica e escrita) que tomou conta dos conteúdos da revista, razão essa que me levou a não renovar uma subscrição de dois anos. As capas estão mais apelativas, mas não sei se é justo dizer que estão a tornar-se originais. Porque ir beber a outras fontes não tem de ser necessariamente beber a fonte toda.

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