Pois é. O futebol move paixões. Exacerbadas ao ponto de ser colocado não acima da própria vida mas, em muitos casos, da dignidade pessoal.
Agarrados ao cavalo, sapateiros, donos de cafés, psicólogos, médicos ou engenheiros, todos podem ser apanhados pela doença da bola que, sem contemplações, se entranha pelo hemisfério esquerdo - o responsável pelo raciocínio lógico -, sendo capaz de provocar curto-circuitos de média gravidade.
Há pouco, aconteceu com um advogado, de seu nome Dias Ferreira, que resolveu discutir com Paulo Garcia, apresentador do Dia Seguinte, e abandonar o programa em directo. A culpa? Do futebol, que lhe desligou alguns dos mais importantes disjuntores que transporta na sua marmita.
O caso de Dias Ferreira, figura incontornável no universo sportinguista, não é virgem em Portugal. De tempos a tempos, um comentador rói a corda. Chateado com outro comentador do painel, com o pivô, ou sabe Deus com quem.
Em 2010, depois de Rui Moreira ter batido com a porta em directo no programa Trio de Ataque, fiz um trabalho que recordava outros casos semelhantes na televisão portuguesa. Curiosamente, o senhor de hoje tinha espaço reservado em alguns episódios, dois deles com Rui Santos, figura única do programa Tempo Extra, que em tempos o aconselhou a frequentar uma consulta de psiquiatria. Em resposta, Dias Ferreira assumiu que em tempos chegou mesmo a procurar ajuda, acrescentando: "Fiz uma coisa que o senhor Rui Santos não sabe fazer, que é falar em grupo."
Um ano e meio depois, e ainda com algumas feridas por lamber, o representante do Sporting avaliou Rui Santos como um "produto de uma noite, ou dia, de completo descalabro.
Nesta altura, Dias Ferreira já era veterano no que a picardias diz respeito. Onze anos antes, em 1999, já se tinha envolvido numa acesa discussão com Pedro Baptista. O que se passou?
Fica aqui o relato do episódio e a versão do professor universitário à Focus 574.
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