Nunca fui bom de danças. Verdade seja dita, sempre me desinteressei pelo tema. Nunca participei em aulas e das poucas vezes que me aventurei por algumas das variantes desta forma de expressão artística, fui um desastre absoluto. A dança exige rigor, precisão, repetição de sequências. E sequências não é comigo.
Do kuduro à valsa, eu confesso: sou um autêntico zero à esquerda, incapaz de repetir uma coordenação motora, com a cadência que se lhe é imposta, por mais básica que seja. Baralho-me. Troco o um-dois-três-um-dois-esquerda por qualquer coisa como um-dois-três-quatro-um-direita. O resultado? Pisadelas, caneladas e uma enorme frustração para a parceira.
Dançar uma valsa comigo - em modo "cinco whiskies" - é o mesmo que ser protagonista de uma rixa de rua. Já a minha técnica no kuduro assemelha-se às dificuldades que uma velhinha com dores crónicas agudas (nas costas e nas pernas) têm para atravessar a estrada. Não pretendo com isto ser engraçado, mas exemplificar o mais fielmente possível as minhas capacidades enquanto dançarino.
Alguém quer dançar comigo?
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