quinta-feira, 31 de maio de 2012

Esquerda ou direita?


A insensibilidade social da direita provoca-me náuseas e a esquerda causa-me urticária. Por onde ando?

A Europa segundo a geografia de Merkel


A mancha branca, no canto superior direito, é Portugal.
Berlim fica ali para os lados do Texas, Paris é banhada pelo Atlântico e Londres pelo Pacífico.
Madrid? Não se vê no mapa, mas fica mais a Sul.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Chafurdar no Facebook

Um em cada sete cidadãos do Mundo tem conta no Facebook. Ora, sendo que duas em cada sete pessoas têm acesso à internet, podemos aferir que 50 por cento da população cibernética navega no Facebook - em Portugal já somos mais de quatro milhões.
Apesar destes números impressionantes, num grupo de amigos há sempre alguém que (ainda) não aderiu à moda. Por norma, justifica-se com o facto de não se interessar pela vida alheia, assim como quem não tem um iPhone diz só precisar de um telemóvel que contenha quatro funcionalidades: efectuar e atender chamadas; enviar e receber mensagens.
Mais cedo ou mais tarde, por constatar que sabe muito menos sobre a vida do fulano ou da fulana tal do que a maioria dos seus amigos facebookianos, ou por nem saber o que é uma APP, acaba por ceder. Alega que é vantajoso no domínio profissional. Bullshit!
A verdade é que chafurdamos a vida dos outros durante 80 por cento do tempo que passamos no Facebook - nesse período de tempo coloco também a acção de garantir que também seremos "chafurdados" - e nem nos damos conta disso. Sejamos nós jornalistas, médicos, engenheiros, advogados, políticos ou espiões do SIED, todos usamos o Facebook para chafurdar.

Seremos todos espiões?

sexta-feira, 18 de maio de 2012

A mim nunca me enganaste, oh Travolta!

Homens, cuidado com o Travolta! Parece que o homem é um tarado do caraças, ao ponto de quatro homens já o terem denunciado por tentativa de assédio sexual. A mim ele nunca me enganou. Sempre me fez uma certa espécie aquela roupa que ele usava no filme Grease e agora confirma-se. Bem sei que eram anos 70, mas os colegas de escola não se vestiam assim.
Refira-se que o musical foi dirigido por Randal Kleiser que, curiosamente, é gay. Não me causa urticária o facto de haver pessoas que se sentem atraídas por outras do mesmo sexo, mas gostava de saber como John Travolta chegou a protagonista desse Blockbuster.
Pensando melhor, não quero saber.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Mais um pastel de nata?

Depois de ter ficado um tanto ou quanto desapontado com os melhores de 2012 e de 2011, achei que era injusto não passar cavaco ao campeão de 2010.
Por isso, hoje, depois de um saltinho aos gelados Santini, no Chiado - há quem diga que são os melhores do Mundo e, a julgar pela fila até à porta, não sou eu que me atrevo a dizer o contrário -, dirigi-me por ali abaixo até parar na pastelaria Suíça, onde reside a iguaria mais famosa deste blogue. E lá estava ela, linda e deslumbrante, do lado de lá da vitrina. Longe de mim querer travar uma cruzada contra os pastéis de nata, mas ainda não foi desta que fiquei com a nata ao canto da boca. Já o croissant - o bolo mais vendido da casa - é de comer e chorar por mais.
Isso e uns caracóis ao fim da tarde no Túnel de Santos. Apesar da casa estar vazia, dizem que não há muitos como aqueles na capital. Estou longe de ser um expert em roteiros de lesmas mas, depois destes, a parada subiu. E eram tão bons que ainda nem lavei os dentes. Piri-piri e alhos? Nhami.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Ainda o pastel de nata

Já aqui tinha expressado o meu desapontamento acerca do melhor pastel de nata de Lisboa (2012). Pelo seu tamanho minúsculo, pela dificuldade em encontrá-lo à venda e pelo sabor da iguaria que, não sendo má, não é suficientemente boa para figurar no meu top. Mas quem sou eu para desafiar a sapiência dos enólogos, escanções, chefs, gastrónomos, pasteleiros e jornalistas que anualmente compõem o júri?
Hoje resolvi passar por Belém. E não! Não fui aos pastéis de Belém, mas à pastelaria CHIQUE de Belém (fica ao lado do Palácio da Presidência), onde é vendido aquele que em 2011 teve a honra de ser distinguido com o galardão que este ano foi atribuído à Aloma, em Campo de Ourique.
Ora, estes pareceram um tanto ou quanto maiores do que os seus sucessores e havia uma vitrina cheia deles. Dois a zero. Quanto ao sabor, pareceram-me aquém dos outros mas, como trouxe uma caixa cheia deles, lá tive de fazer um sacrifício e já cá cantam três no bucho. Teve de ser.
Para quem gosta mesmo de pastéis de nata, aconselho vivamente a passarem por qualquer um destes lugares supra-mencionados. Não quero roubar freguesia a ninguém e começo a suspeitar que eu é que sou esquisito.

Just for the record: A foto foi tirada por um telemóvel com uma câmara de dois megapíxeis. Portanto, o aspecto é muito melhor.

sábado, 12 de maio de 2012

O azar de um e a sorte de outro

Há uns anos fui com dois amigos ao Casino Vilamoura. Lembro-me de pouca coisa. Dos amigos, de não ter levado dinheiro, mas essencialmente de um homem com ar de pescador a deitar a mão ao bolso da sua camisa de flanela de onde floresceu de imediato um volumoso maço de notas. Assisti ao desfiar do maço, à desgraça daquele pobre coitado na mesa de Blackjack, mas fui incapaz de conter um sorriso cínico. Para mim, ele era burro. Estava a perder dinheiro à farta e, na esperança de recuperar algum, continuava a jogar. E a perder.
Ontem, enquanto gastava no Casino de Tróia não um maço de notas, mas os poucos euros que levei comigo, lembrei-me dele. A Slut (sim, SLUT!) Machine lixou-me em segundos. Lição aprendida? Qual quê! Armado em campeão - e é assim que a malta fica agarrada -, passei à roleta russa, onde investi o pouco que me restava.
E o saldo foi positivo. Ao fim de uma hora, quando retirei o talão, estava a ganhar 20...cêntimos. Não é uma fartura, já nem sei se ainda dá para duas pastilhas, mas consegui sacar dinheiro a uma casa que se farta de ganhar dinheiro à pala da desgraça alheia. (Embrulhem, chulos!)
Triunfante, fui a uma máquina automática levantar aquela pequena fortuna e, depois disso, seguiram-se dez minutos às voltas no casino à procura de um amigo com quem fui até Tróia. Encontrei-o a jogar Banca Francesa no meio de dois alarves alemães. Sim alarves! Alarves porque não paravam de beber Gin Tónico e porque um deles estava cravado de fichas e placas até aos dentes. Chamava-se Michael. Michael Ballack. Não era pobre nem pescador e, mesmo que não precisasse, estava a ter sorte.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Indignados com a Rita

A Playboy está nas bancas há menos de 48 horas e já deu origem a quase tantas reflexões como a campanha de 50 por cento do Pingo Doce. O pessoal anda fulo da vida e arrisco dizer que o próximo debate quinzenal do parlamento será sobre a publicidade descarada da Playboy a uma marca de roupa interior.
Eu cá só espero que dure muitos anos, de preferência com capas melhorzinhas do que a protagonizada pela Ritinha, que nos tempos dos Morangos com Açúcar não era tão pudica.
Parêntesis à parte, tenho-me divertido a ler na net algumas observações de malta indignada. Aqui ficam algumas bem originais:
"Isto é a Playboy? Volta RAP, que estás perdoado!"
"Conheço tanta gente que vai ficar com as mãos secas."
"Há fotos dela em topless na praia e ninguém lhe pagou para isso."
"Lá vão eles novamente a falência."
"A Maxim e a GQ mostram mais e são mais baratas."
"A produção agradou? Só se for ao arcebispo de Braga."
"Já vi fotos mais ousadas na revista Maria."
"Foi mais despida para os Emmy's."
"Rita Pereira: bardamerda para ti."

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Então Hefner! Gostaste da Rita?

Há semanas que a imprensa dava como certo o nome de Rita Pereira para capa da regressada Playboy. O êxtase apoderou-se das hostes masculinas e eu não fui excepção. Hoje, e apesar de já saber que a actriz não estaria em nu integral, lá fui eu, pela manhã, à bomba de gasolina. “Não é nu integral, mas deve ver-se mais do que numa Maxim ou GQ”, pensei enquanto tirava apressadamente o plastificado que protege a revista – suponho – de algum ejaculador precoce.
Julgava que a produção não seria muito diferente das realizadas com Rita Mendes, Mónica Sofia ou Cláudia Jacques, onde a equipa de produção teve o cuidado de escurecer a zona genital. Tudo bem. Deixei a revista escorregar pelo polegar, de trás para a frente, até chegar à produção. Nas páginas 74 e 75 lá estava a Rita e a sua fotografia mais ousada de todo o trabalho: sentada aos pés de uma cama, sem soutien – mas de costas – e expressão facial convidativa.
Esperava mais desta Playboy, que se distingue das demais revistas masculinas por encontrar, quase sempre, o balanço perfeito entre o indecente e o casto. Esperava, sobretudo, uma revista à imagem da verdadeira Playboy, onde a capa não desilude.
Mas a Rita, com uma produção digna de anos 50, foi relegada para segundo plano pelo resto. E o resto são a Playmate – chama-se Joana Caldeira, tem 20 anos e é um mulherão – e as rubricas. Uma grande entrevista a José Eduardo Moniz, 20 perguntas a Gordon Ramsay, o chef mais motherfucker do Reino Unido e um interessante conto erótico (pornográfico?) de valter hugo mãe sobre o início da vida sexual de um adolescente.
Pelo conteúdo – leia-se, escrito – a revista vale a pena, mas seria isto suficiente na Playboy de Hugh Hefner?

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Doutores...

Hoje acompanhei a minha mãe a uma Junta Médica. Na nota de comunicação, redigida por um dos três médicos que se encontravam numa sala, constava o seguinte parecer: "A Secção da Junta Médica da ADSE...., deliberou: [...] deve ter serviços moderados e sobrecarga laboral e situações de sujeitas a stress laboral."

Como? Serviços moderados e sobrecarga laboral? Paninhos quentes e chicote em simultâneo? Toca de voltar para trás e pedir a correcção da nota. O resultado: "... deve ter serviços moderados (sobrecarga laborar e situações sujeitas a stress laboral)."
Aaaaahhhhhh! Assim sim, está correcto. Só se tinham esquecido dos parêntesis.
Doutores.