Nota prévia: pouco percebo de economia e, como tal, atiro a toalha ao chão e limito-me a escutar quando os temas galgam para uma matéria que chega até mim numa língua próxima do mandarim. [...]
[...] Ainda assim, considero-me capacitado o suficiente para entender o bê-à-bá desta matéria aplicada ao (des)governo de nações. Não pelo que aprendi na universidade - tive uma cadeira relacionada com economia e já nem me recordo de qual era a sua designação - mas por ter dois palmos de testa.
Ora, ainda há dias, o nosso ilustre primeiro-ministro concedeu a RTP uma entrevista onde falou da Troika e do que nos aconteceria se o Governo não fosse um bom aluno, do aumento da TSU para os trabalhadores providos de fortunas brutas mensais acima dos 700 euros, entre outros assuntos.
Basicamente, andou por ali uma hora e tal a tentar escapar entre os pingos da chuva a perguntas inconvenientes: "Eu já lhe respondo a isso, mas deixe-me, em primeiro lugar, realçar a importância de uma outra medida na qual estamos já a trabalhar", dizia quando era confrontado com a subida do desemprego, a diminuição das receitas fiscais, ou o aumento da despesa pública - enfim tudo aquilo que o nosso Governo se propunha a travar.
Como disse, não percebo muito de economia - de finanças vou tentando, se me deixarem, cuidar das minhas - mas já vi que a competência profissional é um dos últimos requisitos na lista de nomeações para cargos de secretários de Estado ou de ministros.
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