Acabo de ler na edição de hoje do Correio da Manhã que o filho do patrão do Grupo Impala foi suspenso durante dez dias por não ter comprado pilhas para um comando de uma qualquer televisão. A ser verdade, é uma notícia triste para uma empresa que de há um ano para cá se debate com problemas para pagar, a tempo e horas, aos seus funcionários e cujo número de trabalhadores e publicações tem minguado a olhos vistos. Será a porra das pilhas do comando de uma televisão problema que exija maior celeridade do que todos os outros?
E, informa ainda o CM, em breve serão despedidas mais 40 pessoas. Tão fácil como desligar uma televisão. Com ou sem comando.
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
Desgovernados
Nota prévia: pouco percebo de economia e, como tal, atiro a toalha ao chão e limito-me a escutar quando os temas galgam para uma matéria que chega até mim numa língua próxima do mandarim. [...]
[...] Ainda assim, considero-me capacitado o suficiente para entender o bê-à-bá desta matéria aplicada ao (des)governo de nações. Não pelo que aprendi na universidade - tive uma cadeira relacionada com economia e já nem me recordo de qual era a sua designação - mas por ter dois palmos de testa.
Ora, ainda há dias, o nosso ilustre primeiro-ministro concedeu a RTP uma entrevista onde falou da Troika e do que nos aconteceria se o Governo não fosse um bom aluno, do aumento da TSU para os trabalhadores providos de fortunas brutas mensais acima dos 700 euros, entre outros assuntos.
Basicamente, andou por ali uma hora e tal a tentar escapar entre os pingos da chuva a perguntas inconvenientes: "Eu já lhe respondo a isso, mas deixe-me, em primeiro lugar, realçar a importância de uma outra medida na qual estamos já a trabalhar", dizia quando era confrontado com a subida do desemprego, a diminuição das receitas fiscais, ou o aumento da despesa pública - enfim tudo aquilo que o nosso Governo se propunha a travar.
Como disse, não percebo muito de economia - de finanças vou tentando, se me deixarem, cuidar das minhas - mas já vi que a competência profissional é um dos últimos requisitos na lista de nomeações para cargos de secretários de Estado ou de ministros.
[...] Ainda assim, considero-me capacitado o suficiente para entender o bê-à-bá desta matéria aplicada ao (des)governo de nações. Não pelo que aprendi na universidade - tive uma cadeira relacionada com economia e já nem me recordo de qual era a sua designação - mas por ter dois palmos de testa.
Ora, ainda há dias, o nosso ilustre primeiro-ministro concedeu a RTP uma entrevista onde falou da Troika e do que nos aconteceria se o Governo não fosse um bom aluno, do aumento da TSU para os trabalhadores providos de fortunas brutas mensais acima dos 700 euros, entre outros assuntos.
Basicamente, andou por ali uma hora e tal a tentar escapar entre os pingos da chuva a perguntas inconvenientes: "Eu já lhe respondo a isso, mas deixe-me, em primeiro lugar, realçar a importância de uma outra medida na qual estamos já a trabalhar", dizia quando era confrontado com a subida do desemprego, a diminuição das receitas fiscais, ou o aumento da despesa pública - enfim tudo aquilo que o nosso Governo se propunha a travar.
Como disse, não percebo muito de economia - de finanças vou tentando, se me deixarem, cuidar das minhas - mas já vi que a competência profissional é um dos últimos requisitos na lista de nomeações para cargos de secretários de Estado ou de ministros.
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