Porque é que o Sócrates não prescreve?
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/politica/prescricao-livra-jose-socrates
sábado, 21 de julho de 2012
quinta-feira, 12 de julho de 2012
Big Brother
Bastaram umas minis e uns copos de tinto para o rapaz começar a desbobinar. Para outro canto da mesa, falou-lhe de um trauma que o apoquentava há quatro ou cinco anos. Uma resposta para o torto que dizia que ele lhe tinha dado um dia. Devia querer um pedido de desculpas, mas o outro disse-lhe que não fazia sentido lamentar-se por um acontecimento que tinha desaparecido da sua memória. Um acontecimento irrelevante, portanto.
Enquanto emborcava o tinto, ele - estudante de mentes humanas - lá foi debitando aquilo que aprendera nas aulas. Não o conhecia, ainda não o conhece e nem vai ter o prazer de o conhecer - isso é garantido -, mas arriscou em apontar-lhe aquilo que considerava serem os seus defeitos. Disse-lhe que era demasiado exigente consigo, e com o outros, e que era demasiado frontal. Enfim, tudo defeitos comuns às pessoas mais reles que habitam no nosso planeta.
Como resposta, recebia sorrisos. Por se esforçar por manter um discurso polido ao mesmo tempo em que dava tiros nos pés.
Talvez por cortesia, o mau da fita disse-lhe que gostava daquele tipo de conversas. De pessoas sinceras. Directas, coisa que não abundava muito por aquelas bandas e cuja imagem ele, definitivamente, não personificava. Disso teve o mau da fita provas poucos dias depois. Porque não é preciso estar alguém a ouvir atrás das paredes para que estas tenham ouvidos, tampouco gravadores escondidos em tectos falsos (se o mundo é um Big Brother, aquele quadrado não será excepção). Basta que as pessoas sejam descuidadas, ingénuas. Ou tontas. E há lá dessas espécies endémicas aos pontapés.
Vou regá-las com todo o cuidado do Mundo. É que, sem elas, a minha vida não era a mesma coisa.
Enquanto emborcava o tinto, ele - estudante de mentes humanas - lá foi debitando aquilo que aprendera nas aulas. Não o conhecia, ainda não o conhece e nem vai ter o prazer de o conhecer - isso é garantido -, mas arriscou em apontar-lhe aquilo que considerava serem os seus defeitos. Disse-lhe que era demasiado exigente consigo, e com o outros, e que era demasiado frontal. Enfim, tudo defeitos comuns às pessoas mais reles que habitam no nosso planeta.
Como resposta, recebia sorrisos. Por se esforçar por manter um discurso polido ao mesmo tempo em que dava tiros nos pés.
Talvez por cortesia, o mau da fita disse-lhe que gostava daquele tipo de conversas. De pessoas sinceras. Directas, coisa que não abundava muito por aquelas bandas e cuja imagem ele, definitivamente, não personificava. Disso teve o mau da fita provas poucos dias depois. Porque não é preciso estar alguém a ouvir atrás das paredes para que estas tenham ouvidos, tampouco gravadores escondidos em tectos falsos (se o mundo é um Big Brother, aquele quadrado não será excepção). Basta que as pessoas sejam descuidadas, ingénuas. Ou tontas. E há lá dessas espécies endémicas aos pontapés.
Vou regá-las com todo o cuidado do Mundo. É que, sem elas, a minha vida não era a mesma coisa.
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